Futuro do data center

O futuro do data center é otimista, e deve impulsionar diversas tecnologias nos próximos anos. Hoje, o uso de dados é muito mais intenso pela popularidade crescente de serviços de streaming, ferramentas de colaboração virtual e trabalho remoto.

Desse modo, vemos demandas recorde de data centers desde 2020. A pandemia de Covid-19 trouxe o ressurgimento na demanda de nível empresarial, tanto no segmento de finanças como tecnologia e saúde.

Diante dessa evolução constante, o que podemos esperar para o futuro? Afinal, essa demanda crescente está relacionada também à evolução do machine learning, da inteligência artificial e da internet das coisas (IoT). Essas tecnologias pedem um olhar de inovação constante, alinhado à preocupação com soluções sustentáveis. Confira abaixo como o mundo deve se preparar nos próximos anos para o futuro do data center!

Olhando para o futuro do data center

Como dito inicialmente, as mudanças que a Covid-19 trouxe ao mundo, e especialmente aos modelos de trabalho, impactaram o modo que nos relacionamos com os dados e a complexidade de gerenciá-los. Nesse sentido, diversas empresas do mundo todo adotaram estratégias de nuvem híbrida para mais segurança e autonomia dos colaboradores remotos.

Leia também: Tendências para 2022: Ambientes híbridos

Além disso, muitas empresas também venderam seus data centers locais, aderindo ao outsourcing para armazenar dados e gerenciar suas operações a partir de fornecedores com data centers de hyperscale. Alguns exemplos de empresas com este tipo de data center são Digital Realty, Equinix, Amazon, Microsoft, Facebook e IBM.

O que é o data center hyperscale?

O termo “hyperscale” se refere à capacidade de uma arquitetura de data center ser redimensionada para atender a demanda crescente do mundo todo. O redimensionamento leva ao aumento da capacidade de processamento de dados, memória, infraestrutura de rede e outros recursos de armazenamento.

Assim, não se trata apenas da capacidade de escalar, mas também de escalar com rapidez e inteligência. O objetivo é construir um sistema robusto, independente do sistema girar em torno de cloud, ou combinações envolvendo big data e armazenamento distribuído.

O data center hyperscale é construído em torno de três conceitos principais:

  • Infraestrutura e sistemas distribuídos de forma a dar suporte às operações do data center;
  • Escalabilidade para tarefas de computação, para garantir um desempenho eficiente com base na demanda;
  • Receita adequada e fontes de receita.

O resultado é um futuro do data center capaz de atender às expectativas em seus mais diversos níveis. O hyperscale melhora o tempo de atividade, além dos tempos de carregamento para os usuários finais. Outros trabalhos como renderização 3D, criptografia e até mesmo processamento de genoma também se beneficiam dessa tecnologia.

Crescimento do Colocation

Com a demanda de evolução da infraestrutura empresarial, as companhias estão recorrendo cada vez mais ao Colocation, também conhecido como housing. Essa é uma modalidade de serviço em que empresas podem alugar toda a infraestrutura de Data Center necessária para operar e instalar seus servidores.

O Colocation traz diversos benefícios, como:

  • Redução de custos
  • Segurança
  • Suporte constante
  • Redundância
  • Escalabilidade

A partir do Colocation, é possível alugar os data centers hyperscale. Com incentivos fiscais encorajando “distritos de data center” nos EUA, espera-se que o Colocation ainda cresça nos próximos anos. Avanços como esse são fundados por empresas como Dell e IBM, além de políticas públicas encorajando formas de infraestrutura sustentável.

Edge Computing em evidência

Conforme o crescimento do Colocation pelos estados americanos, a latência da transmissão de dados de longa distância é afetada pelo delay. Como resultado, muitas empresas de tecnologia investem no edge computing para armazenar dados com mais proximidade, aproveitando também os recursos de IoT.

Leia também: Edge Computing é a nova nuvem

Desse modo, podemos considerar que o futuro do data center é também o futuro do edge computing. De acordo com um estudo da Frost & Sullivan, o edge computing será usado por 90% das indústrias até 2022, com um crescimento anual de 157,4% e receita de US$ 7,23 bilhões até 2024.

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O futuro do data center pede sustentabilidade

Como os dados são intangíveis, é fácil cair na armadilha de negligenciar seus impactos ambientais, como a emissão de carbono. Ainda assim, o armazenamento e processamento de dados exige um intenso uso de energia elétrica, e isso pede uma mudança no modo que a indústria escolhe suas fontes energéticas.

Com o foco ambiental, empresas de data center como Google e Microsoft já estão adotando matrizes energéticas mais eficientes e sustentáveis. O resfriamento líquido, data centers subaquáticos e outras formas de controle térmico são algumas das soluções propostas para o futuro do data center. A Microsoft chegou a se comprometer a zerar sua emissão de carbono até 2030!

Porém, para atingir essa transformação digital e cultural, é precioso começar agora. Para ajudar sua empresa a se manter protegida nessa jornada de inovação, a AMTI está atenta às tendências em cibersegurança e oferece um portfólio completo de soluções.

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