Sem compromisso com o passado devemos respeitar nossa história e, de maneira sucinta, após a “era das Trevas”, no século XVIII na Europa surgiu a primeira revolução industrial, seguida praticamente um século depois pela segunda e, no mesmo lapso, pela terceira.

São elas:

  • 1790 – Máquinas à vapor, teares, equipamentos para produção mecânica;
  • 1870 – Modelo T de produção, eletricidade, produção em massa;
  • 1970 – Eletrônica, informática, produção automatizada.

Inegável como essas dobras revolucionaram, em absoluto, a maneira como vivíamos, como trabalhávamos, como nos relacionávamos. Junto com essas revoluções vieram inúmeros benefícios e incrementos de qualidade de vida para a humanidade. Imaginem um mundo onde cobertores para o frio são raros em uma Inglaterra sem aquecimento. Imaginem, na vida de hoje, restrições para carros e computadores? Sem um modelo de fabricação em escala teríamos a mesma quantidade de carro que temos de transatlânticos atualmente. Imaginem a vida sem uma calculadora. Conseguiríamos ter instituições financeiras nas escalas atuais utilizando o ábaco?

O desafio é olharmos para o lado e vermos o potencial de tudo o que temos ao alcance de nossas mãos. Desafio o amigo leitor a olhar para os lados nesse instante, sentir e fazer uma conta de quantos equipamentos digitais existem no mesmo cômodo onde você está no instante. É em um ar-condicionado, em uma TV, no celular, tablet, computador, no relógio digital. Quantos dispositivos existem em sua casa com conexão à Internet? Prazer, estamos contemplando o prelúdio da quarta revolução industrial.

Enquanto as empresas atuais de todos os ramos se debruçam sobre “tecnologia de relatório” e outras mágicas “extraídas de um banco de dados” para verem os dados mais lógicos e óbvios de suas empresas, o mundo caminha para extrair o máximo de informação que as tecnologias convencionais simplesmente ignoram por não serem capazes de tangenciar. A existência da empresa – em todos os seus níveis – não pode ser minimizada ao que se consegue planilhar e alimentar em um sistema quadrado, desenhado muitas vezes há mais de uma década, onde o mundo era primariamente analógico.

Já falamos no blog sobre quão rápido o mundo está se digitalizando. Todos querem o smartphone da moda, que indica se vai chover ou não, que substituiu – sem ninguém se preocupar se era confiável ou estava “inovando demais” – o despertador analógico. Certo que a grande maioria que fez essa transição tinha a insegurança de a bateria do celular (para os mais novos, o pai do smartphone) acabar durante a noite. Solução? NOS ADAPTAMOS. Deixamos ele carregando durante a noite toda.

O uso do mundo conectado já começou a revolucionar a maneira como fazemos negócios. O jargão diz que “quem não está no Google não existe” e, falando de negócios, já chegamos nisso. Precisei outro dia comprar gelo, estava fora de casa e adivinhem: quais os três lugares que se conectaram comigo nessa minha busca? Logicamente, os três primeiros resultados do Google.

O mundo está virtualmente e socialmente conectado, as máquinas estão ficando conectadas. Semana passada tive um problema em um relógio digital (estava travando). Solução: conectei-o na USB do meu computador e ele buscou atualização e se auto consertou! Por que eu o levaria a uma relojoaria? Não é um diferencial do produto sobre os concorrentes?

A Quarta Revolução trata da evolução da humanidade no conceito da criação divina pura. A Quarta Revolução nos fará melhores, mais conectados, mais próximos, mais produtivos. A Quarta Revolução é uma união do mundo digital, físico e biológico. Quão revolucionário um marca-passos pode ser? Talvez esteja aí um radical simples e mundano do que podemos referenciar com um ciborgue? Próteses inteligentes, melhoria cognitiva, realidade aumentada, aquisição de conhecimento ágil, tudo isso já existe.

Toda a indústria poderá se beneficiar de sistemas cognitivos para tomada de decisões e melhoria de resultados assim como terá acesso direto aos seus clientes para poder mensurar como está a satisfação de quem paga a conta. Imagine o valor para os clientes quando qualquer indústria é capaz de alcança-lo para realizar ou avisar sobre a necessidade de manutenções preditivas em seus equipamentos? Poder sinalizar que ali poderá ocorrer uma falha e se prontificar para corrigir? Imaginem a projeção da geração de valor para os clientes quando alguém da fábrica liga e sinaliza que se pode aumentar a produtividade da máquina vendida com uma simples atualização de sistema? Avisar que o equipamento precisa de manutenção (e oferecer isso como um serviço diferenciado) ou mesmo o marketing e vendas ligando e sinalizando que há uma boa oportunidade de melhorar a experiência?

Imagine competitivamente poder ter sinalizado em um painel todos seus ponteiros de eficiência? Eficiência de produção, eficiência de imagem, eficiência de retornos de investimento ou incremento de produção. Imagine poder se conectar aos seus clientes de maneira completa, rápida e simples? Imaginem que a T.I. do futuro vai entregar toda essa experiência de maneira on-demand e self-service. Saibam que a T.I. do futuro poderá extrair informações de todos os dados que a empresa criar, em toda sua cadeia produtiva e de consumo.

Internet das Coisas, Computação em Nuvem e Big Data (entre outros) são ingredientes para essa nova T.I., são soluções de meio para uma nova estrutura comprometida com a geração de valor para todo negócio. Ficar preso em “um banco de dados” e discutindo qual será sua versão e nível de suporte (e muitas vezes, ficar refém do fabricante) se mostrará tão relevante quanto discutir se foto de máquina com filme (lembram? ISO e quantidade de poses) é melhor que de máquina digital.

Aproveitando, 75% das informações do mundo são desestruturadas, apenas 25% estão em bancos de dados. Será que olhar só para essa minoria lhe fará bem no longo prazo? Fazer sempre mais do mesmo é algo que custa a existência das empresas e muitos empregos. Recomendo que abracemos o novo – certamente, algum concorrente já o está fazendo.

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